7 de fev de 2011

Testamento de Santa Coleta


 
Testamento ou Exortação de Santa Coleta de Corbie
 
Exortação que nossa santa mãe Santa Coleta, pouco antes de sua morte dirigiu a todas as suas filhas espirituais, presentes e futuras, também chamado o seu testamento espiritual. Traduzido do texto original que se conserva no Mosteiro das Clarissas, em Tournai, França. Em seguida, a carta de nossa santa mãe Coleta, que se lê à mesa de jantar, quando uma noviça fez de manhã a sua profissão.

Jesus! Maria! Ana!
1. Glória, honra e santo temor às três pessoas divinas em uma só essência. Amém.
2. Minhas irmãs e filhas muito amadas na caridade de nosso manso, piedoso e amoroso Redentor Jesus e de sua fiel esposa, nossa mãe a santa Igreja.
3. Tão humilde de coração e tão instantemente quanto posso, recomendo-me a vós em vida e depois da morte segundo todas as minhas intenções, todo o cargo que deve levar diante de nosso Senhor, a fim de que lhe possa dar boa conta no seu juízo.
4. Minhas irmãs muito amadas, que sois escolhidas pela sapiência incriada de nosso supremo Senhor e Pai, para o santo estado evangélico de seu diletíssimo Filho Jesus, para serdes suas esposas, filhas legítimas do Altíssimo Rei, templos do bendito Espírito Santo, herdeiras e rainhas do imenso reino celeste, conseguindo assim por pouco trabalho honra, repouso, glória e beatitude sem fim, sem número e medida.
5. Então, minhas queridíssimas filhas, conhecei a vossa santa vocação, vossa grande dignidade e alta perfeição. A ignorância é muito perniciosa e o conhecimento muito frutuoso. Conhecei, pois, vossa verdadeira entrada pela porta da divina inspiração e amorosa vocação. Nosso doce Salvador disse: “Ninguém pode vir a mim, se meu Pai não o atrai” por inspiração.
 6. Esta feliz entrada no campo fértil da perfeição evangélica se denomina renúncia ao mundo, à carne e à própria vontade. Assim fala o bendito Jesus, nascido da puríssima Virgem Maria: “Quem quer vir após mim, abnegue-se totalmente a si mesmo e leve a sua cruz” em continua penitência pelos pecados cometidos e para ser preservado de outras quedas em pecado como também para conservar melhor a graça divina, segundo o exemplo de São João Batista, que, embora já santificado no seio de sua mãe, por toda sua vida levou a cruz da penitência contínua, sem ter cometido realmente pecado algum, mas apenas para conservar a graça e dar bom exemplo.
7. Se, pois, o justo faz penitência, que deve então fazer o pecador? Seja neste mundo ou noutro, todos os pecados serão castigados.
8. Nosso Senhor continua: “e siga-me”, isto é, pela perseverança até ao fim na completa observância de toda a perfeição prometida segundo o santo Evangelho, até à morte, e para que seja achada na morte no pleno e perfeito desejo da plena e perfeita observância e arraigada no perfeito amor de Deus.
9. Considerai, pois, minhas amadas filhas, que sois chamadas pela graça de Deus à perfeita obediência, a obedecer sem distinção em todas as coisas não sendo pecado. Assim Jesus Cristo se fez obediente até à morte. Ora, não é suficiente obedecer por um tempo fixo ou entre termos limitados, mas é necessário ser obedientes até à morte em todas as coisas que não são contra Deus, contra a própria alma e contra a santa Regra, segundo o exemplo de nosso misericordioso Salvador, que por nós se fez obediente até à morte; do mesmo modo nós devemos ser obedientes até à morte por amor dele.
10. E não prefiramos a nossa vontade à das nossas superioras, pois a própria Sapiência sujeitou-se a São José e à sua doce Virgem-Mãe.
11. O verdadeiro obediente não pode aspirar a nada senão à sincera prática da obediência só por amor de Deus, e isto com tanta reverência, como se tivesse ouvido da boca do próprio Jesus o que manda a obediência. E quanto mais simples for a pessoa que manda, conforme a opinião humana, tanto mais preciosa será diante de Deus esta obediência unida à reverência.
12. E o verdadeiro obediente deve ter mais horror à transgressão da verdadeira obediência do que a qualquer gênero de morte corporal segundo o exemplo de nosso bendito Salvador Jesus Cristo, do qual o venerável São Bernardo diz: “Lembrai-vos, meus irmãos, Jesus Cristo queria perder antes a vida na sua amarga paixão do que deixar a obediência para com Deus, seu Pai”.
13. Todo mal vem pela desobediência. Por isso, diz um santo: “Uma oração de um verdadeiro obediente vale mais do que cem mil de um que despreza a obediência”. Se obedecermos a Deus, e por amor de Deus aos nossos superiores espirituais, Deus atenderá todos os nossos bons desejos.
14. Afastai, pois, toda vontade própria porque só ela fornece a matéria para o fogo do inferno.
15. Mais do que todas as outras virtudes recomendo-vos a santa obediência, na qual se mostra por excelência o amor, obedecendo a uma criatura por amor ao Criador.
16. Oh! Se pudéssemos morrer nesta virtude com Jesus na cruz para alcançar a vida eterna. Amém.
7. Depois da renúncia de si mesmo, como é praticada pela perfeita obediência, nosso Senhor quer “que carreguemos a nossa cruz todos os dias”, isto é, o nosso voto da santa pobreza. Pois é uma cruz que pesa: não querer nada debaixo do céu senão exclusivamente àquele que levou a sua cruz nas costas e que se dignou, nela cravado com pregos, coroado de espinhos, desfigurado com escarro, açoitado com flagelos e com o lado traspassado, morrer por amor.
18. Ó santa pobreza, ornato da nossa redenção, joia preciosa, sinal certo da salvação. A ela dará o Rei em posse completa para sempre o reino dos céus. Ó filhos de Adão e Eva, por que não amais esta pedra preciosa, esta pérola nobre, que em valor e dignidade se iguala ao reino dos céus? Quer dizer, que tem mais valor do que universos imensos.
19. Ai, e mais do que cem vezes ai, esta pérola pode-se adquirir incomparavelmente mais fácil do que este mundo miserável, que está cheio de pecados, erros, enganos, falsidades e imundície, pelo qual se perde tantas vezes o reino dos céus e se alcançam castigo e tormentos eternos.
20. Ó minhas diletíssimas irmãs, que eu amo, que amo duplamente e amo tão ternamente, amai esta nobre, preciosa e magnífica virtude, a pobreza evangélica, que é amada por Deus e odiada pelo mundo.
.21. E segundo exemplo de Jesus Cristo, que na terra não teve onde reclinar a cabeça, e segundo o exemplo de nosso glorioso pai São Francisco e de nossa digníssima mãe santa Clara, ficai bem contentes com a forma de vosso pobre hábito, como vos concede a vossa Regra; todo o mais vos seja suspeito, como: livros, terços, fios, linha, alfinetes, agulhas e outras “preciosidades” desta sorte, como toalhas, véus, etc. enquanto sirvam para vosso uso pessoal, guardai-vos de nutrir apego a tudo isto.
22. Antes, tende só o que é realmente necessário, e tudo em comum. E sede contentes nesta vida presente com aquilo que a necessidade exige, para chegardes, tanto mais facilmente aos bens verdadeiros do celeste reino, que, em consequência e em virtude desta pobreza, de que fizestes voto, espontaneamente por amor de Deus, agora já estão em vossa posse
23. Deste modo não poderemos perder o reino dos céus, se não deixarmos a nossa digna e santa pobreza.
24. E sob esta cruz da pobreza compreendo a abstinência contínua de alimentos de carne, o jejum de todos os dias, a nudez e o frio dos pés, o leito duro, o contento com poucos e simples alimentos e também vosso trabalho do corpo e do espírito.
25. Quem quer que seja na morte encontrada proprietária, em verdade ou conforme a sua vontade, será expropriada do reino dos céus.
26. Vivei e morrei como verdadeiras pobres, minhas diletíssimas irmãs, como fez o nosso doce Salvador na cruz por nosso amor; e se, contudo, só poucos homens o amam, tanto mais estreitamente vós deveis amá-lo.
27. Depois da nossa digna virtude da santa obediência monástica, recomendo-vos, antes de todas as virtudes a santa pobreza, pois ela é a escada, pela qual se sobe, sem contrapeso e sem dificuldade, ao reino que nos pertence e que nos é prometido em virtude da renúncia completa que fizemos de todos os bens passageiros, por amor de nosso amado Deus, que, sendo a verdade eterna, não pode mentir.
28. Nosso Senhor disse ainda: “Et sequatur me”, “siga-me”. Nisto compreendo que devemos. seguir a Jesus Cristo, ao Cordeiro sem mácula, ao Filho virginal da Virgem, pela verdadeira pureza do corpo e da alma, até à morte. Pelo verdadeiro voto da castidade angélica, tornamo-nos fiéis esposas de Jesus Cristo em virtude da palavra que prometemos e demos como um presente e que depositamos como um pacto nas mãos das superioras espirituais como representantes de Deus na terra, convidando como testemunhas a santíssima Virgem Maria, são Francisco, santa Clara e todos os santos, como também todos os presentes, que ouviram a nossa promessa feita na santa profissão, pela qual alcançamos perdão de todos os pecados e plena garantia da vida eterna.
29. O nobre e tão preciosa virtude da castidade, amada por Deus como sua fiel esposa, honrada pelos anjos como esposa de seu Senhor e Rei, altamente glorificada pelos santos e muito aprovada pela Sagrada Escritura. Trarás uma nobre coroa nas verdadeiras núpcias de teu verdadeiro Esposo Jesus no céu.
30. O jardim delicioso, cheio de todas as boas plantas, onde não podem crescer nem espinhos, nem urtiga, nem cardos ou plantas venenosas, e onde não há nenhuma imundície malcheirosa. Oh! Como é boa e firme a tua clausura.
31. Firme e bom é o porteiro que bem te guarda e que não permite a ninguém entrar no teu domínio senão os verdadeiros mensageiros de teu verdadeiro Rei e Esposo.
32. E bem conhecido este símbolo do jardim, como explica bem claramente a Sagrada Escritura. Oh! que árvores belas e florescentes, que produzem tal fruta nobre, com a qual se serve tão dignamente ao Rei do verdadeiro amor no seu reino.
33. Ó virtude digna e magnífica. Tua dignidade, tua recompensa, tua honra e tua gloriosa vitória não se pode apreciar nem descrever. Só Deus na sua visão e no seu gozo é a tua plena recompensa. Ora, Deus ama a castidade e por isso recomendo-vos, depois das outras virtudes, esta, segundo sua dignidade e merecimento diante de Deus, a fim de que por ela consigais honra e valor no dia do grande juízo.
34. E aquelas que quebrarem a sua palavra, jurada diante de Deus, sofrerão tormentos horríveis na condenação eterna, a menos que não tenham feito já antes penitência completa.
35. Bendita a penitência, que é praticada antes do fim da vida presente, pois só esta, minhas diletíssimas filhas, é capaz de realizar a plena reconciliação com o Pai celeste por aqueles, pelos quais o nosso meigo Salvador praticou obediência, pobreza e castidade virginal de maneira perfeita.
36. Ele, que é o único Senhor e a fonte de toda virtude, dignou-se, por livre vontade, deixar-se colocar num sepulcro de pedra, quer dizer: Assim como lhe aprouve estar encerrado por quarenta horas, minhas caras irmãs, vós o seguis nisto, pois, após a obediência, a pobreza e castidade virginal, prometeis observar a santa clausura, na qual vivereis talvez quarenta anos mais ou menos, e na qual morrereis. Logo, já estais no vosso sepulcro de pedra: é a vossa clausura, de que fizestes voto. Oh! Como é precioso o sepulcro de Jesus, por tantas pessoas devotamente visitado. Mas também é precioso o vosso, no qual entram muitas pessoas piedosas para alcançar a salvação eterna. Porquanto, se cumprirem o que exige a vocação, as almas voam facilmente, auxiliadas pelos três votos acima indicados, deste sepulcro para o grande palácio do céu, sem aguardar nenhum ou só poucos sofrimentos. E todas as vezes que uma nova esposa é levada para o reino glorioso de seu amantíssimo e almejado Esposo, todas que ainda ficam na prisão desta terra experimentam por isso alívio, alegria e auxílio.
37. Então não pode acontecer outra coisa senão que caia uma rica e abundante porção de migalhas da mesa nupcial do nobre Rei e Esposo, para que, por sua inestimável bondade e liberalidade, seja repartida aos pobres prisioneiros, que, por seus pecados, ainda não foram admitidos a este magnífico “banquete nupcial”.
38. Ó bendita clausura, que vos afasta dos pecados e das ocasiões para o mal, e que vos encerra seguramente para adquirir merecimentos e praticar as virtudes. Ó nobre, forte e poderoso castelo do Rei celeste, que não teme o ataque do mundo, da carne e de satanás. Ó torre que na verdade encerras provisão de guerra de todo gênero.
39. Contra o ataque de satanás tens a obediência universal, que nasce da santa humildade e que condena toda vontade própria, que é a causa e a raiz de todo mal. Contra o ataque do mundo tens provisão completa em nossa digna e santa pobreza, que não tem cuidado das coisas terrenas, cujos pensamentos e esforços unicamente são dirigidos ao glorioso reino dos céus, para o qual é destinada e que não se empenha pela imundície perversa deste mundo miserável.
40. Contra o forte e perigoso ataque da carne, deste inimigo no próprio peito, tens a santa castidade; lutam contra ele a oração contínua, o jejum, a nudez e o frio dos pés, o recolhimento dos sentidos, o capítulo de culpas, as penitências impostas, a meditação, as lágrimas e os gemidos, a disciplina regular, o santo Ofício, a santa missa, a doce recepção do precioso corpo de Jesus Cristo, a pureza de intenção, a pregação da divina palavra, a lembrança da morte, a cruz e a amarga paixão de Jesus, a vista do cemitério, o cuidado certo de teu anjo da guarda, a promessa que fizeste ao teu doce Esposo, a lembrança da sagrada recompensa na eternidade e a recordação do horrível castigo que ameaça os pérfidos.
41. Vai-te, pois, embora, carne insensata e rebelde, cheia de aguilhões de todas as espécies e de más inclinações; por tua insolência buscas a tua sentença: morte ignominiosa e condenação eterna.
42. Deixa-te guiar como um escravo pela graça divina e juízo reto, para teu próprio proveito e para tua glorificação.
43. Ó bendita clausura: ser inclusa completamente segundo a vontade das superioras espirituais. Por nenhuma causa andar nem para aqui, nem para ali; ser submissa para sempre e em tudo à vontade das suas superioras: só nisso se acha repouso.
44. Ó preciosa e verdadeiramente firme clausura; estar fechada nas preciosas chagas de Jesus Cristo pela sua lembrança contínua.
45. Oh! Felizes de vós, clausuradas; voais e subis mais alto do que os céus; ouvis com ouvidos espirituais os nove coros dos anjos, que louvam e com voz suave honram e glorificam a santa e bendita Trindade, um só Deus em três pessoas.
46. E nele e por ele louvai-o vós e glorificai-o juntamente com eles e por todas as suas criaturas no céu e na terra, particularmente pelo inestimável benefício da nossa criação segundo a sua semelhança e também pelo benefício singular da santa Encarnação; nosso bom Deus, que para nós criou todas as coisas, se fez homem verdadeiro, nosso amantíssimo irmão, para restabelecer tudo pela sua dolorosa paixão e morte.
47. O bem infinito, ó bondade sem medida; ó ingratidão, que se pode esquecer de tal bem.
48. Louvai-o e exaltai-o com voz alta, pelo grande benefício que no santo batismo recebemos, isto é, pelo vestido da inocência, pelo qual nos tornamos templos do bendito Espírito Santo.
49. Agradecei-lhe dignamente a longanimidade com que nos suportava apesar de tantos, diversos e abomináveis pecados: na sua misericórdia nos reconduziu pela contrição, confissão e satisfação, unidas ao propósito de emenda.
50. Agradece-lhe pela vocação à santa Ordem, o estado da perfeição segundo a santa Regra, pela boa companhia, que jamais deixarás; sim, louva-o a toda hora pela santa promessa da vida eterna, que ele já te deu. Louva-o, ama-o, serve-o dignamente; agora já podes ter a certeza da vida eterna como aqueles que já estão em sua plena posse, que já gozam realmente e sem sombra da visão beatifica de Deus, tendo a certeza perfeita da duração eterna dessa posse.
51. É verdade que devemos observar fielmente o que prometemos, para alcançar isso com a graça e com o auxílio de Deus e por meio da própria cooperação; e, se por fraqueza humana cometemos alguma falta, então apressemo-nos sem demora a levantar-nos pela santa penitência, lavar-nos e limpar-nos. E logo nosso doce Pai nos aceitará novamente com misericórdia já nesta vida, pela suave reconciliação consigo, lembrando-se da nossa santa e boa intenção, que ele nos inspirou no início da nossa santa vocação, quando contraímos a nossa doce obrigação.
52. E por todos estes inumeráveis benefícios, e pelas graças presentes e futuras, louvai, louvai duplamente e louvai sem fim e amai o Pai, o Filho e o bondoso Espírito Santo, a humilde Virgem, que trouxe a Jesus Cristo, a alma sublime e o precioso corpo de nosso Salvador, que por nós todos pendeu na cruz; os santos e os anjos todos e também os bons e justos, que servem a Deus dia e noite.
53. Nisto pensai: bem viver e santamente morrer.
54. O fim está perto, o mundo torna-se cada vez mais perverso, a maldade cresce; bondade, fidelidade e verdade desaparecem; a injustiça aumenta, a caridade esfria, e só em poucos corações permanecem a devoção e a fé.
55. Muitos são chamados, bem poucos serão os escolhidos. Ai, como isto é triste. Pois Deus, segundo a sua santa complacência, quer fazer felizes todos os homens, mas só poucos serão contados entre os escolhidos. Ora, todos são chamados, mas só poucos querem vir, e se alguns começam ou fazem progressos por algum tempo, contudo só poucos perseveram na observância da lei divina. Muitos prometem solenemente na Ordem guardar os votos, mas, ai, e mais do que cem mil vezes ai, hoje são tão poucos os que cumprem fielmente a sua promessa diante de Deus, que tudo sabe.
56. E, não obstante, é absolutamente necessário neste mundo, para a salvação da alma, observar inteira, estrita e fielmente tudo o que se prometeu a Deus e de que se fez voto; caso contrário seremos condenados eternamente sem nenhuma esperança. Sem dúvida, é melhor não prometer nada, do, que prometer e não cumprir a promessa.
57. Ora, quanto maior a promessa, tanto maior é também o pecado, tanto mais dura a condenação para os maus, ao passo que para os bons quanto maior a promessa, com certeza tanto maior também o merecimento, tanto maior a bem-aventurança que nos concede por pura graça o Pai de toda misericórdia, o Filho por sua santa paixão e o bendito Espírito Santo, a fonte da paz, da doçura, do amor e de toda consolação.
Amém. Amém; sem nenhuma revogação.

Esta afetuosa exortação dirigida a nós todas por nossa santa e gloriosa mãe, Irmã Coleta, é lida, segundo um caro costume, no dia da santa profissão de cada uma das nossas irmãs, para que, por isto, nós todas sejamos estimuladas a abraçar com mais ardor e devoção a santa profissão, de que fazemos votos a Deus e a observar perfeitamente as suas obrigações, a custa de todos os esforços, enquanto vivermos neste mundo.

Texto extraído do livro: “A Regra da Santa Madre Clara e as Constituições de Santa Coleta”, Vozes, Petrópolis, 1942. Digitação e revisão de texto: Irmã Maria Renata – Mosteiro Nazaré.




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